quarta-feira, 14 de abril de 2010

Auditorio se torna popular entre pessoas com deficiência visual


As novas tecnologias estão aproximando as pessoas com deficiência visual dos livros. Mas ainda há espaço para as histórias decifradas na ponta dos dedos - com a escrita em braile.

Uma combinação de seis pontinhos forma uma letra. Todos os símbolos gráficos estão em uma placa: a reglete. Há 200 anos, desde que o francês Louis Braille criou o método, ler e escrever para as pessoas com deficiência visual é com a ponta dos dedos.

O Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro, imprime livros e revistas em braile para o Brasil e para o exterior . “Eu aconselho no caso, principalmente aos jovens, a ler, até por causa do conhecimento das palavras, a forma de escrita”, comenta o encadernador Eduardo Ventura Brás.

Mas com a chegada da tecnologia o teclado e o som dos computadores estão se tornando parceiros para lá de eficientes.

E a grande novidade é o audiolivro: a literatura em alto e bom som. A prova do sucesso  está em uma biblioteca. Em três meses, foram emprestados 19 livros em braile e 101, em formato de audiolivro.

Não é nada difícil entender o porquê de tanto entusiasmo: basta uma simples comparação. Em um exemplar tradicional de “Quincas Borba”, de Machado de Assis, o livro impresso em Braille é reunido em três grossos volumes. E a história completa está em um único CD.

Leonardo é o administrador da biblioteca e ocupa todas as horas de folga escutando os grandes escritores. Os fones são companheiros inseparáveis. “Quanto mais fácil e mais rápido for o acesso da pessoa ao livro, mais ela vai procurar esse acesso”, afirma.

Mas a superintendente do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Teresa d’Amaral alerta: nada substitui a alfabetização em braile, única forma de quem não enxerga aprender a ler e a escrever.

“A alfabetização é essencial para a formação do raciocínio da criança. Para liberdade do raciocínio, ela precisa desse instrumento para que o mundo se abra para ela”, destaca.

Fonte: Jornal Floripa

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