O Informe do IBDD da semana passada, no qual abordamos a
iniciativa da Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da presidência da República
de constituir um grupo de trabalho para estudar a criação do natimorto estatuto
da pessoa com deficiência, suscitou muitos comentários dos nossos leitores.
Veja alguns:
André Pinto: “Eu como deficiente físico desde 2004 por acidente
de serviço, concordo plenamente com o depoimento da instituição! É humilhante o
dia a dia dos deficientes neste país, que quer se igualar aos do primeiro
mundo. Acho que não se faz o que já foi feito. Se aprimora! Mas em época de
eleição todos os caras de pau querem se projetar e prometem melhorar e
respeitar a lei. Mas, na verdade, não passa de hipocrisia e demagogia. O que
vejo é uma vitamina mista de preconceito, desrespeito, humilhação, burocracia e
constrangimento”.
Flávia França Lima: “Isso é uma idéia ultrapassada.
Precisamos de melhorias agora. Não um estatuto, a essa altura do campeonato.
Que se melhore a lei atual”.
João Marcos Costa de Souza: “Nós deficientes deveríamos ter
auxílios (bolsas) para que pudéssemos fazer manutenção de próteses, cadeiras de
roda, compra de medicamentos e outras necessidades. Como conquistar estes
benefícios? Um estatuto não vai nos ajudar”.
Como se pode ver, pelos depoimentos das pessoas com
deficiência, a discussão que interessa não é a de criar um estatuto, mas aperfeiçoar
a legislação em vigor com políticas públicas vigorosas que garantam sua
execução.
Insistir no resgate da discussão sobre a criação de um
estatuto, com o argumento de que se trata de um movimento “irreversível”, é um
desrespeito à democracia e à inteligência das pessoas. Afinal, a quem interessa
a criação de um estatuto da pessoa com deficiência?
Fonte: IBDD - Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa
com Deficiência -Rio, 06 de junho de 2012
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