O Brasil
tem umas das mais avançadas legislações voltadas para edificações. A lei
10.098/00 e o Decreto 5.296/04 dão conta de todas as questões de acessibilidade
para as pessoas com deficiência, garantindo o exercício de muitos de seus
direitos básicos. O grande problema parece ser mesmo fazer com que tudo seja
cumprido.
Em
Monlevade, temos aliados: os vereadores. Para quem não sabe quais são as
atribuições deles, fica atento. O vereador tem duas funções principais:
fiscalizar as ações da Prefeitura e legislar. Aprovando ou rejeitando os projetos
de lei apresentados pelos próprios parlamentares, pelo Executivo (Prefeitura)
ou pela sociedade civil. Eles também
necessitam visitar as comunidades ou participar de discussões sobre temas
municipais em eventos fora da Câmara. Mas, em grande parte do tempo, estão nos
gabinetes, nas comissões técnicas ou em plenário.
Nas
eleições, os mesmos percorrem todo o município, passando pelos bairros, ruas e
casas dos seus eleitores, observando as necessidades do município e divulgando
seus compromissos para a população.
Entretanto,
raramente os encontramos pelas ruas do município, caminhando e observando o que
está certo ou errado… Mas quando são questionados na tribuna, e em alguns casos
lhes convêm, não ficam na promessa. Tomam as devidas atitudes. Tempos atrás, um
diretor da CDL questionou sobre a feira itinerante. Pouco tempo após foram dois
vereadores e o fiscal de postura da prefeitura solicitarem à feira as
adequações necessárias como acessibilidade, dentre outros requisitos. Por que o
mesmo posicionamento não acontece para todo o comércio do município? Tem dois
pesos e duas medidas?
Observamos
que a cidade vem crescendo e transformado as edificações antigas em novas
construções imponentes. Mas há fiscalização durante a execução e após a obra?
Infelizmente é visível que não.
Nossos
legisladores têm o poder para coibir estas praticas dos comércios, calçadas e residências.
Novas e/ou irregulares que só contribuem para o aumento dos obstáculos para a
população. Uma gestante, idoso, pessoa com mobilidade reduzida ou pessoa portadora
de alguma deficiência. O que realmente necessitamos é da redução dos obstáculos
e da transformação de João Monlevade para um município inclusivo. Podemos
incentivar o uso das calçadas e até a redução do fluxo de veículos.
Presenciamos
a melhoria nas vias do trânsito de veículos, como asfaltamentos em grande parte
das ruas e avenidas. Mas será que nosso executivo e legislativo não andam pela
as calçadas irregulares? Só andam de automóvel? Da mesma maneira que busca e
aprova os asfaltamentos, poderiam buscar uma solução para a mobilidade urbana. Tudo
isto para termos um dia uma cidade harmoniosa. Para que isto aconteça, depende dos
nossos políticos que se faça cumprir as Leis e normas.
Será que só na Justiça, para que se cumpra a
LEI?

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