Comeração 21 de Setembro de 2011
A Organização
das Nações Unidas (ONU) tem tido a atenção de olhar para os problemas
sociais do mundo, estabelecendo datas comemorativas internacionais, com o
objetivo de alertar a população e governantes sobre a importância de se criar projetos que garantam a qualidade de vida dos homens.
Dentro dessas perspectivas, o dia 03 de dezembro foi
estabelecido como o Dia Internacional do Deficiente Físico, durante a
realização de uma Assembleia Geral da ONU, no ano de 1992.
Como se vê, a escolha da data é muito recente,
demonstrando o quanto as políticas públicas nunca estiveram voltadas
para atender as necessidades dessas pessoas, que são limitadas em alguns
de seus aspectos físicos.
A intenção da ONU foi gerar maior conscientização e
compromisso governamental, através da elaboração de projetos que
facilitem a rotina diária dessas pessoas, podendo receber as mesmas
condições de vida.
Se imaginarmos as dificuldades que os deficientes
encontram podemos perceber o quanto ficam impossibilitados de fazer as
coisas mais simples, não por suas limitações, mas pela ausência de
condições.
Os cadeirantes, por exemplo, não encontram meios de
circular pelas ruas das cidades, por falta de rampas de acesso às
calçadas, dificultando sua locomoção. Além disso, nem todo meio de
transporte urbano é adaptado e adequado, o que impede que se desloquem
com segurança.
Muitas limitações são encontradas pelos deficientes
visuais. Existe uma linguagem universal para os mesmos, mas esta não é
adotada. Como não aparece em quase nada, também restringe a vida dos
deficientes visuais. Imagina uma pessoa viver sem poder escolher um
produto de supermercado ou um prato num restaurante? É muito ruim não
ter acesso ao mundo, dependendo o tempo todo de informações de outras
pessoas. Será que eles se sentem livres?
Pelas dificuldades encontradas, os deficientes
físicos muitas vezes não encontram meios de trabalhar. Isso é resultado
da falta de políticas educacionais voltadas para esse fim. As escolas
deveriam estar preparadas para atender a demanda de deficientes,
garantindo aos mesmos o ensino técnico, voltado para o aprendizado de
uma profissão. Dessa forma, por volta dos 16 anos, já teriam condições
de entrar no mercado de trabalho.
Hoje em dia a lei garante emprego
para uma parte dessa população, onde empresas são obrigadas a manter em
seu quadro de funcionários um percentual de portadores de necessidades
especiais. Facilmente presenciamos os mesmos nos supermercados,
farmácias, lojas de roupas, bancos, etc. É justa a existência de uma lei
voltada para esse fim, pois os deficientes possuem limitações, mas são
capazes de produzir e merecem oportunidades.
No Brasil instituiu-se o dia 21 de setembro
como o dia de luta das pessoas deficientes. A escolha da data foi pela
proximidade da primavera, que representa a origem de tais
reivindicações.
Por Jussara Barros





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